segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

A lição do jardineiro



Um dia, o executivo de uma grande empresa contratou, pelo telefone, um jardineiro autônomo para fazer a manutenção do seu jardim. 

Chegando em casa, o executivo viu que estava contratando um garoto de apenas 15 ou 16 anos de idade. Contudo, como já estava contratado, ele pediu para que o garoto executasse o serviço. 

Quando terminou, o garoto solicitou ao dono da casa permissão para utilizar o telefone e o executivo não pôde deixar de ouvir a conversa. 

O garoto ligou para uma mulher e perguntou: "A senhora está precisando de um jardineiro?" "Não. Eu já tenho um", foi a resposta. "Mas, além de aparar a grama, frisou o garoto, eu também tiro o lixo." 

"Nada demais, retrucou a senhora, do outro lado da linha. O meu jardineiro também faz isso." 

O garoto insistiu: "eu limpo e lubrifico todas as ferramentas no final do serviço." "O meu jardineiro também, tornou a falar a senhora." 

"Eu faço a programação de atendimento, o mais rápido possível." "Bom, o meu jardineiro também me atende prontamente. Nunca me deixa esperando. Nunca se atrasa." 

Numa última tentativa, o menino arriscou: "o meu preço é um dos melhores." "Não", disse firme a voz ao telefone. "Muito obrigada! O preço do meu jardineiro também é muito bom." 

Desligado o telefone, o executivo disse ao jardineiro: -"meu rapaz, você perdeu um cliente." "Claro que não", respondeu rápido. 

"Eu sou o jardineiro dela. Fiz isto apenas para medir o quanto ela estava satisfeita comigo." 

Em se falando do jardim das afeições, quantos de nós teríamos a coragem de fazer a pesquisa deste jardineiro? E, se fizéssemos, qual seria o resultado? 

Será que alcançaríamos o grau de satisfação da cliente do pequeno jardineiro? Será que temos, sempre em tempo oportuno e preciso, aparado as arestas dos azedumes e dos pequenos mal-entendidos? 

Estamos permitindo que se acumule o lixo das mágoas e da indiferença nos canteiros onde deveriam se concentrar as flores da afeição mais pura? 

Temos lubrificado, diariamente, as ferramentas da gentileza, da simpatia entre os nossos amores, atendendo as suas necessidades e carências, com presteza? 

E, por fim, qual tem sido o nosso preço? Temos usado chantagem ou, como o jardineiro sábio, cuidamos das mudinhas das afeições com carinho e as deixamos florescer, sem sufocá-las?  

O amor floresce nos pequenos detalhes. Como gotas de chuva que umedecem o solo ou como o sol abundante que se faz generoso, distribuindo seu calor. 

A gentileza, a simpatia, o respeito são detalhes de suma importância para que a florescência do amor seja plena e frutifique em felicidade


 Fonte: Momento Espírita , com base em texto de autoria ignorada.

sábado, 14 de novembro de 2020

Imersão cósmica



Vivemos um momento muito especial que nos ensina a renovar os valores que conduzem nossas vidas. Já faz muito tempo que a sociedade humana se move em direção a compreender sua própria evolução. 

Evolução significa enfrentamento de momentos especiais quase sempre precedidos por conflitos que impulsionam os seres humanos a transformarem a sua visão de mundo. A muito se fala sobre viver um momento crítico em que grandes transformações aconteceriam. 

Este momento é agora e precede grandes acontecimentos que marcarão definitivamente a raça humana. Este ano de 2020 é determinante para o despertar de consciência de um grande numero de pessoas que manterão o foco na luz. 

A humanidade enfrenta um grande desafio: rever e mudar a crença que configura o desaparecimento da espécie humana. Se cada pessoa ressignificar as crenças que falam de destruição e morte, condicionadas ao medo, e focalizar o começo de uma nova vida, na qual a partilha, a liberdade de expressão e o amor sejam a tônica com certeza muitos serão os arautos de um novo tempo. 

Quanto mais pessoas se tornarem conscientes de que é a mente a grande criadora de possibilidades e que o universo começa dentro de cada um, então haverá uma transformação essencial. Isso os impulsionará ao portal de 2020, que é simplesmente a passagem para uma freqüência de vibração superior ao que se encontram hoje. 

A maior chave para passar nesse Portal é a consciência. É nela que tudo se fundamenta, é nisso que os mestres de sabedoria trabalham, na conscientização de que ao ser humano são dadas infinitas possibilidades para serem criadores. 

Por isso àqueles que buscam a compreensão deste momento, que se esforçam para mudar os próprios comportamentos, que tentam vencer os velhos paradigmas são os potenciais seres que ancoram a harmonia planetária. Muitos são partícipes disso. Todos aqueles que ousam olhar para dentro de si mesmo, que rompem os véus da ilusão tornam-se os reveladores do novo tempo. 

Os sintonizados são parte integrante da rede que mantém a conexão com toda a vida na Terra. Por isso mesmo urge manter-se unido a freqüências de vibração superior para que o espírito se manifeste e se incorpore à vida comum a todos. Este é o momento das escolhas mais importantes. 

Portanto, escolher a prosperidade e a abundância, olhar para si mesmo, usar a sensibilidade para manifestar a criatividade como semente que germinará num solo fértil. 

Desta forma, a manifestação do espírito será tal qual a borboleta azul que despretensiosa, ao pousar nas flores do campo, conduzirá o pólen a todos os cantos do planeta, reativando o ciclo do renascimento. E, enquanto a humanidade se reconfigura e se readapta, mais e mais pessoas irão reavaliar que existe muito mais do que somente posses materiais, que a vida não é uma luta, é uma entrega e que toda mudança é bem vinda. 

É óbvio que com tanta desconfiguração dos antigos costumes para o novo modo de vida, o corpo físico também vivencia grandes transformações. Isso se deve porque ao lidar com a consciência, a estrutura de ego necessita readaptações e nem sempre é confortável passar por isso. 

O fato é que ao nível do DNA, essas adaptações acontecem a cada instante. Há uma inteligência cromossômica codificada para operar em sintonia com a inteligência divina. A partir de agora esta sintonia se fará de modo acelerado para ampliar a capacidade de compreender os acontecimentos ao nosso redor. 

Assim, ampliar a observação é muito importante, para transitar de modo tranqüilo através das próprias experiências. Tudo isso conduzirá o indivíduo humano a questionar muita coisa, a mudar aquilo que acreditam e principalmente experimentar coisas novas. 

Deve-se fazer isso sem medo, sem perturbação, apenas fluir, soltar e seguir adiante. Agregar um novo conhecimento que funcionará como âncora de luz sobre o planeta a partir de agora. Se a escolha é para ser luz, então assim será. 

 Autoria: Marizilda Lopes

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Tempos de omissão .....



Vivemos na Terra tempos muito difíceis. A maldade de alguns indivíduos é audaciosa e intimidadora. Parece que a humanidade está retrocedendo aos tempos de barbárie e nada se pode fazer para deter esse estado de coisas. Em quase todos os setores da sociedade vamos encontrar vestígios da violência em suas mais variadas expressões. 

E por que isso acontece? Será que a humanidade é formada, em sua maioria, por pessoas más? Onde estão as pessoas de bem? Em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec propôs a seguinte questão aos Sábios do espaço: por que, no mundo, tão amiúde, a influência dos maus sobrepuja a dos bons? E os benfeitores responderam: "por fraqueza destes. Os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos. Quando estes o quiserem, preponderarão." 

A resposta nos faz perceber claramente porque a humanidade está como está. Os maus são intrigantes e audaciosos e por isso intimidam os bons. A timidez dos bons é a grande responsável pelo atual estado de coisas da nossa sociedade terrena. Impressionante como as pessoas de bem se deixam levar por essa onda de violência intrigante. 

O depoimento de algumas pessoas publicado em uma revista de grande abrangência em nosso país, por ocasião do atentado na Rússia, fala-nos dessa realidade. Uma mãe chegou a desabafar: "diante de tantas atrocidades cometidas contra nossas crianças, só me resta pedir desculpas aos meus filhos. 

Coloquei-os no mundo e agora não tenho como protegê-los de tanta violência." É compreensível o desespero dessas pessoas, pois esse é o efeito esperado e premeditado pelos maus. E quando falamos dos maus não nos referimos unicamente aos terroristas. 

Existem muitos indivíduos maus se aproveitando dessas situações. O pavor e o desespero gerado na população é o componente perfeito para a ação dos maus. Um povo intimidado, desesperado e impotente é tudo o de que precisam os que querem tirar proveito disso. 

No entanto, os benfeitores espirituais, que percebem a realidade de um ponto de vista abrangente, sabem que a solução depende dos bons, ao afirmarem: "quando estes o quiserem, preponderarão." 

Só que muitos dos que se dizem bons, e alguns religiosos de várias crenças estão ocupados em defender o seu "bem" exclusivo, atirando fora todo bem que não seja praticado pelos de sua religião. Ou os bons assumem a sua bondade, ou não são bons. Jesus jamais se omitiu diante de qualquer situação. Sempre se posicionou favorável ao bem, sem se importar com quem o praticava. 

Em resposta aos discípulos que haviam proibido um homem que expulsava os demônios em nome de Jesus mas não o acompanhava, Jesus disse-lhes, com sabedoria: "não o proíbam, porque quem não é contra nós, é por nós". Isso é levantar a bandeira do bem acima de tudo. 

O bem é o bem. Isto apenas. Quem prega o contrário, não pode estar movido por boas intenções. São chegados os tempos em que precisamos assumir a nossa posição. Precisamos mostrar de que lado estamos: do lado de Deus ou de Mamom. Em tempos de tanta violência, corrupção e falta de ética, não temos o direito de permanecer em cima do muro. 

Precisamos nos decidir. Se dizemos confiar em Deus, é momento de assumir essa confiança. A confiança de que toda árvore que nosso pai não plantou será arrancada, conforme ensinou Jesus. E a violência certamente não é árvore plantada pelo Criador. Portanto, é hora de fazer luz. 

É hora de somar as boas qualidades e fazer valer o bem que desejamos. É hora de altear bem alto a bandeira do bem, para que o bem sobrepuje o mal. Para que a luz afugente as trevas. Pense nisso e considere que basta apenas querer. 

Fonte: Equipe de Redação do Momento Espírita, com base na questão 932 de O Livro dos Espíritos e no Evangelho de Lucas

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Definições.....


Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue. 

Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo. 

Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego. 

Preocupação é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu sair de seu pensamento. 

Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer, mas acha que devia querer outra coisa. 

Certeza é quando a idéia cansa de procurar e para. Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido. 

Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista. 

Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora. 

Ansiedade é quando sempre faltam muitos minutos para o que quer que seja. 

Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento. 

Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado. 

Raiva é quando o "cachorro" que mora em você mostra os dentes. 

Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração. 

Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma. 

Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros. 

Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente, mas, geralmente, não podia. 

Lucidez é um acesso de loucura ao contrário. 

Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato. 

Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele. 

Paixão é quando apesar da palavra ¨perigo¨ o desejo chega e entra. 

Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado. Não... Amor é um exagero... também não. Um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego? 

Talvez porque não tenha sentido, talvez porque não tenha explicação, Esse negócio de amor não sei explicar. 


Autoria : Mário Prata

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Em que Deus eu creio ?



Quando se pergunta a uma pessoa se ela crê em Deus, a resposta, com raras exceções, é afirmativa. Sim, ela crê em Deus.

Estranhamente, embora o expressivo número de pessoas que dizem crer em Deus, é igualmente expressivo o número dos desencantados, depressivos, desesperados.

Como se pode explicar que crendo em Deus, Pai amoroso e bom, que tudo vê, tudo sabe, tudo faz, a pessoa possa cair no poço da desesperança?

Talvez a resposta esteja na forma como cremos em Deus, ou somos levados a crer.

Albert Einstein, certa vez, em Nova York, num diálogo com o Rabino Goldstein, foi indagado se acreditava em Deus.

- Ele respondeu:

Tenho a origem judaica arraigada em meu interior. Acredito no Deus de Spinoza, que revela a harmonia em tudo o que existe. Não acredito, porém, que Deus se preocupe pela sorte das ações cometidas pelos homens.

Por causa desta declaração muitas polêmicas foram geradas entre Albert, físicos e religiosos. Muitos se apegaram a sua declaração para desenvolver protestos sobre as suas teorias.

Religiosos se manifestaram, dizendo que a Teoria da Relatividade deveria ser revista. Diziam que por trás de toda a controvérsia daquele físico, estava o terrível fantasma do ateísmo.

Que ele disseminava dúvidas com relação à presença de Deus sobre a criação de todo o Universo e as criaturas.

A resposta do físico foi serena, embora para muitos tenha continuado incompreensível.

Ele dizia que sua religião consistia na admiração pela humildade dos Espíritos superiores, pois esses não se apegam a pequenos detalhes, ante os nossos Espíritos incertos.

Dizia: Por esse motivo racional, diante da superioridade desse Universo, é que localizo e faço a idéia de Deus. Não sou ateu.

Quem quer deduzir isso das minhas teorias científicas, não fez por entendê-las.

Creio pessoalmente em Deus e nunca em minha vida cedi à ideologia ateia. Não há oposição entre ciência e religião.

O que há são cientistas atrasados, com ideias que não evoluíram, com o passar do tempo.

Vejo na experiência cósmica uma religião nobre, uma fonte científica para profundas pesquisas.

Procuro entender cada estrela contida nesse imenso Universo, que não é material.

Quem assim não procede, sentindo essa estranha sensação de querer levitar no infinito, realmente não sabe viver, porque está morto, diante de tanta beleza divina.

Há muitas formas de o ser humano crer em Deus. Há, para muitos, o Deus jurídico, legislador, agente policial da moralidade, que, através do medo, estabelece essa distância da verdadeira crença.

Deus está em todas as minhas teorias e invenções. Ele está presente em tudo e creio que em todos, até nas formas mais primitivas.

Essa é a minha religião e o Deus em que creio.

* * *

Se assim dizia, assim viveu. Albert Einstein foi o exemplo do cristão autêntico, preocupando-se, de forma constante, com seu semelhante.

Ainda dois anos antes de sua desencarnação, foi comemorado seu aniversário numa grande festa pública.

Tudo o que lhe foi dado como presentes, Albert transformou em dinheiro e enviou para os fundos da Faculdade de Medicina Albert Einstein.



Fonte: Momento Espírita, com base em dados biográficos de Albert Einstein.