quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Em que Deus eu creio ?




Quando se pergunta a uma pessoa se ela crê em Deus, a resposta, com raras exceções, é afirmativa. Sim, ela crê em Deus.

Estranhamente, embora o expressivo número de pessoas que dizem crer em Deus, é igualmente expressivo o número dos desencantados, depressivos, desesperados.

Como se pode explicar que crendo em Deus, Pai amoroso e bom, que tudo vê, tudo sabe, tudo faz, a pessoa possa cair no poço da desesperança?

Talvez a resposta esteja na forma como cremos em Deus, ou somos levados a crer.

Albert Einstein, certa vez, em Nova York, num diálogo com o Rabino Goldstein, foi indagado se acreditava em Deus.

Ele respondeu:

Tenho a origem judaica arraigada em meu interior. Acredito no Deus de Spinoza, que revela a harmonia em tudo o que existe. Não acredito, porém, que Deus se preocupe pela sorte das ações cometidas pelos homens.

Por causa desta declaração muitas polêmicas foram geradas entre Albert, físicos e religiosos. Muitos se apegaram a sua declaração para desenvolver protestos sobre as suas teorias.

Religiosos se manifestaram, dizendo que a Teoria da Relatividade deveria ser revista. Diziam que por trás de toda a controvérsia daquele físico, estava o terrível fantasma do ateísmo.

Que ele disseminava dúvidas com relação à presença de Deus sobre a criação de todo o Universo e as criaturas.

A resposta do físico foi serena, embora para muitos tenha continuado incompreensível.

Ele dizia que sua religião consistia na admiração pela humildade dos Espíritos superiores, pois esses não se apegam a pequenos detalhes, ante os nossos Espíritos incertos.

Dizia: Por esse motivo racional, diante da superioridade desse Universo, é que localizo e faço a idéia de Deus. Não sou ateu.

Quem quer deduzir isso das minhas teorias científicas, não fez por entendê-las.

Creio pessoalmente em Deus e nunca em minha vida cedi à ideologia ateia. Não há oposição entre ciência e religião.

O que há são cientistas atrasados, com ideias que não evoluíram, com o passar do tempo.

Vejo na experiência cósmica uma religião nobre, uma fonte científica para profundas pesquisas.

Procuro entender cada estrela contida nesse imenso Universo, que não é material.

Quem assim não procede, sentindo essa estranha sensação de querer levitar no infinito, realmente não sabe viver, porque está morto, diante de tanta beleza divina.

Há muitas formas de o ser humano crer em Deus. Há, para muitos, o Deus jurídico, legislador, agente policial da moralidade, que, através do medo, estabelece essa distância da verdadeira crença.

Deus está em todas as minhas teorias e invenções. Ele está presente em tudo e creio que em todos, até nas formas mais primitivas.

Essa é a minha religião e o Deus em que creio.

* * *

Se assim dizia, assim viveu. Albert Einstein foi o exemplo do cristão autêntico, preocupando-se, de forma constante, com seu semelhante.

Ainda dois anos antes de sua desencarnação, foi comemorado seu aniversário numa grande festa pública.

Tudo o que lhe foi dado como presentes, Albert transformou em dinheiro e enviou para os fundos da Faculdade de Medicina Albert Einstein.



Fonte: Momento Espírita, com base em dados biográficos de Albert Einstein.

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

O amor divino é essencialmente ativo....



Deus é a Inteligência Suprema do Universo e a causa primária de todas as coisas. Deus é pura energia.

Além de ser a origem de tudo, Ele sustenta o equilíbrio universal.

A Divindade não é uma personalidade, manchada pelas paixões humanas.

O Ser Supremo não tem favoritos ou perseguidos, não se ofende ou sofre.

A regência do Universo não se dá ao acaso de gostos ou opiniões de momento.

Deus rege o Cosmo com base em leis imutáveis e perfeitas, plenas de justiça e misericórdia.

O maravilhoso Estatuto Divino preside à evolução de todas as criaturas e ao gigantesco balé dos astros, em sua trajetória milenar.

Entretanto, Deus não se limita a observar o concerto cósmico a que deu início e que Suas leis perfeitas impulsionam e sustentam.

Ele se faz presente e operante na vida dos seres em evolução, em forma de Providência.

Jesus inovou o pensamento religioso ao apresentar Deus como um Pai amoroso.

O amor divino é essencialmente ativo.

Afinal, o Cristo afirmou que Ele e o Pai sempre estão a trabalhar.

O labor de Deus manifesta-se na forma de misericórdia na vida de Seus filhos.

É inerente a seres imperfeitos o cometimento de equívocos.

Apenas quem atingiu a perfeição não mais se equivoca.

No planeta Terra, somente Jesus apresentou-Se em estado de pureza espiritual.

Todos os outros Espíritos que aqui aportaram, por grandes que tenham sido, cometeram erros.

Se os Espíritos são livres em seu agir, respondem por tudo o que fazem.

Entretanto, a Providência Divina constantemente minora as conseqüências dos atos infelizes.

Essa atuação pode ser percebida nas mais variadas circunstâncias.

É freqüente que motoristas se distraiam no trânsito, mas poucas distrações têm consequências graves.

Na maior parte das vezes, os envolvidos apenas levam sustos que os incentivam a serem mais atentos.

Frases infelizes nem sempre captam a atenção dos destinatários.

Importantes descuidos com a saúde raramente geram enfermidades com o potencial previsível.

Nesses pequenos lances de sorte tem-se a Providência atuando.

Preste atenção na importância da compaixão Divina em sua vida.

Perante situações desagradáveis que lhe aconteçam, reflita se o seu agir não poderia ter gerado eventos ainda mais graves.

Lembre-se de desatinos que cometeu e que não impactaram o seu viver.

Mas principalmente entenda a finalidade da proteção que tem recebido.
Ela é o acréscimo de misericórdia em sua vida, não um incentivo a que siga inconsequente.

A título de gratidão, esforce-se em ser melhor e mais prudente a cada dia.



Fonte: Momento Espiríta

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Poema da Paz



O dia mais belo? Hoje.
A coisa mais fácil? Equivocar-se.
O obstáculo maior? O medo.
O erro maior? Abandonar-se.

A raiz de todos os males? O egoísmo.
A distração mais bela? O trabalho.
A pior derrota? O desalento.
Os melhores professores? As crianças.

A primeira necessidade? Comunicar-se.
O que mais faz feliz? Ser útil aos demais.
O mistério maior? A morte.
O pior defeito? O mau humor.

A pessoa mais perigosa? A mentirosa.
O sentimento pior? O rancor.
O presente mais belo? O perdão.
O mais imprescindível? O lar.

A estrada mais rápida? O caminho correto.
A sensação mais grata? A paz interior.
O resguardo mais eficaz? O sorriso.
O melhor remédio? O otimismo.

A maior satisfação? O dever cumprido.
A força mais potente do mundo? A fé.
As pessoas mais necessárias? Os pais.
A coisa mais bela de todas? O amor.


Autoria: Madre Teresa de Calcutá